Novo em 2026: BYD Dolphin G DM-i

BYD Dolphin PLUG-IN PHEV 2026

O BYD Dolphin já não é novidade em Portugal. A versão 100% elétrica do citadino chinês circula no mercado nacional há algum tempo e ajudou a consolidar a marca junto de particulares e frotas.

Agora, a BYD dá um passo diferente: lança o Dolphin G DM-i, uma variante híbrida plug-in do mesmo modelo, que chega a um segmento – o dos automóveis ligeiros de passageiros compactos com motorização híbrida plug-in – onde escasseiam alternativas diretas.

Esta raridade confere-lhe uma vantagem estratégica clara, sobretudo num contexto em que consumidores e empresas procuram soluções equilibradas para a transição energética.

“Enquanto, no segmento B europeu, imperam citadinos a gasolina, híbridos convencionais e, cada vez mais, modelos elétricos, escasseia a aposta em modelos compactos com mecânica híbrida plug-in e autonomia elétrica convincente. Um espaço vazio para este golfinho de cidade que promete a experiência de condução de um elétrico no dia-a-dia urbano ou em viagens pendulares, sem abdicar da liberdade da autonomia sem paragens nas viagens mais longas

Um posicionamento único no mercado europeu

A equação técnica, que consiste na utilização de baterias maiores em carroçarias pequenas costuma empurrar os fabricantes, por uma questão de preço e espaço, para o segmento C ou para SUV compactos.

A BYD contraria essa lógica com o Dolphin G DM-i, que se torna, segundo a marca, o único compacto Super Híbrido Plug-in com tecnologia DM disponível na Europa, com até 105 km de autonomia em modo 100% elétrico.

Mas esta escassez de concorrência direta não é acidental. Resulta de um conjunto de fatores que ultrapassam a simples decisão de engenharia e que ajudam a explicar por que razão marcas chinesas, como a BYD, têm vindo a apostar em híbridos plug-in para o mercado europeu.

Estratégia global: tarifas, expansão e oportunidade

De facto, a introdução de modelos híbridos plug-in por marcas chinesas, como a BYD, não é um acaso. É uma resposta direta ao recente enquadramento regulamentar europeu.

Ao contrário dos veículos 100% elétricos, importados da China, que estão sujeitos a tarifas adicionais, os híbridos plug-in continuam a beneficiar de uma taxa de importação mais baixa, fixada nos 10%.

Este movimento é, ainda, impulsionado por fatores internos: o mercado automóvel chinês enfrenta atualmente uma desaceleração significativa e um excesso de capacidade produtiva. Como consequência, muitos construtores chineses estão a expandir-se agressivamente para mercados externos, sendo a Europa um dos principais alvos.

Compacto pensado para a Europa

O primeiro hatchback do segmento B da BYD tem 4.160 mm de comprimento e 1.825 mm de largura. Ou seja, menos 170 mm do que o SUV Atto 2 DM-i, o que faz dele o modelo mais compacto da marca equipado com a tecnologia híbrida plug-in DM 5.0.

A frente segue a linguagem de design mais recente da BYD, inspirada no oceano, com entradas de ar integradas no para-choques inferior e vincos verticais que reforçam a sensação de largura.

No que respeita ao interior, o destaque vai para o painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas e para o ecrã de infoentretenimento de 12,8 polegadas. Destacado do tablier para facilitar o acesso, o sistema multimédia ganha integração Google, com Google Assistant e Google Play Store, na versão Comfort.

A excepcional distância entre eixos de 2.610 mm,  superior à de qualquer concorrente de motorização convencional no mesmo segmento, permite um bom espaço para cinco adultos e uma bagageira de 425 litros. Valor que supera muitos hatchback e mesmo alguns SUV do segmento. Com os bancos traseiros rebatidos (40:60), a capacidade sobe para 1.225 litros.

Plug-in: solução intermédia que faz sentido

BYD Dolphin PLUG-IN PHEV 2026O Dolphin G DM-i surge como uma resposta pragmática para uma dúvida recorrente: a incerteza em torno da rede pública de carregamento para veículos elétricos. Apesar da evolução, muitos condutores continuam a hesitar na adoção de modelos 100% elétricos.

É aqui que o híbrido plug-in assume um papel crucial. Permite realizar deslocações diárias em modo elétrico, reduzindo emissões e custos, ao mesmo tempo que mantém a flexibilidade de um motor térmico para viagens mais longas.

Esta dualidade elimina a chamada “ansiedade de autonomia” e facilita a transição para a mobilidade elétrica.

Ao contrário dos híbridos plug-in convencionais, a tecnologia DM 5.0 foi concebida para privilegiar o modo elétrico. A arquitetura combina dois motores elétricos, um motor a gasolina de 1,5 litros com 90 cv e uma gestão eletrónica que alterna entre modo EV e modo híbrido. Este último modo tem cinco configurações distintas, consoante a carga da bateria e a exigência de condução.

O motor elétrico entrega 163 cv (120 kW) e 210 Nm, suficientes para uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 8,3 segundos.

A BYD Blade Battery de 18,3 kWh está disponível nas duas versões do modelo. De acordo com a marca assegura 105 km de autonomia em modo totalmente elétrico. Somando o depósito de combustível, a autonomia total combinada chega aos 1.040 km, uma vez que o consumo ponderado é de apenas 1,4 l/100 km.

“As emissões combinadas homologadas de CO₂ são de 32 g/km. Este valor, significativamente inferior ao dos modelos híbridos convencionais (HEV), reforça o interesse do modelo para as frotas. Além de contribuir para reduzir a pegada carbónica, beneficia de um enquadramento fiscal mais favorável do que os HEV, traduzido numa Tributação Autónoma mais reduzida e, nas condições previstas na lei, na possibilidade de dedução do IVA

Eficiência e versatilidade no dia a dia

O BYD Dolphin G DM-i foi concebido para oferecer uma experiência equilibrada entre desempenho elétrico e híbrido, referiu o importador nacional na apresentação à imprensa.

Com uma potência de carregamento em corrente de 39 kW não é um modelo idealizado para cargas rápidas: atestar de 10% a 80% de energia demorará cerca de meia hora para uma bateria que, recorde-se, tem “apenas” 18,3 kWh. Uma capacidade apesar disso ajustada para um automóvel com as características deste Dolphin PHEV.

Além disso, o carregamento em corrente alternada atinge os 6,6 kW, um valor ajustado à generalidade das rotinas de particulares e empresas.

Quanto à função Vehicle-to-Load (V2L), que permite alimentar dispositivos externos, está disponível nos dois níveis de equipamento.

Segurança e assistência à condução

O Dolphin G DM-i inclui de série, em ambas as versões:

  • Controlo de Velocidade Adaptativo;
  • Controlo Inteligente do Limite de Velocidade (ISLC);
  • Assistente de Saída de Faixa de Rodagem (LDA);
  • Alerta de Colisão no Tráfego Cruzado Dianteiro com função de Travagem (FCTA/FCTB);
  • Deteção do Ângulo Morto (BSD);
  • Sistema de Monitorização do Condutor (DMS) e Aviso de Abertura de Porta (DOW).

A câmara de visão traseira está presente na versão Boost, sendo substituída pela visão panorâmica de 360° na versão Comfort.

Equipamento e preços do BYD Dolphin em Portugal

O BYD Dolphin G DM-i está disponível em Portugal em dois níveis de equipamento: Boost e Comfort.

A versão de entrada, Boost, já inclui:

  • Jantes de 16”;
  • Ecrã de infoentretenimento de 12,8 polegadas;
  • Aquecimento dos bancos dianteiros e do volante;
  • Espelho retrovisor com escurecimento automático;
  • Espelhos laterais rebatíveis eletricamente;
  • Iluminação ambiente multicolorida;
  • Base de carregamento sem fios de 15 W e portas USB traseiras;
  • Sistema de som com oito colunas.

A versão Comfort acrescenta:

  • Jantes de 18”;
  • Head-up display;
  • Tecto panorâmico com cortina eletricamente ajustável;
  • Luzes de cortesia nos espelhos exteriores;
  • Estofos em tecido e pele Vegan;
  • Ajuste elétrico e apoio lombar no banco do condutor;
  • Câmara de visão panorâmica 360°;
  • Jantes de liga leve de 18 polegadas.

Disponível com cinco cores exteriores, o preço arranca nos 24.385 euros mais IVA para a versão Boost.

A garantia segue o modelo habitual da marca: seis anos ou 150 mil km para o veículo e oito anos ou 250 mil km para a bateria.

Autor

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