O que aprendi para tirar o máximo partido de um automóvel híbrido plug-in

híbrido plug-in

Depois de vários anos a conduzir automóveis com motor híbrido plug-in como carro de empresa e de muitos quilómetros percorridos de norte a sul do país, percebi que são os pequenos hábitos que fazem a maior diferença. Seja nos consumos como no conforto.

Com a chegada da norma Euro 7, há quem receie que a motorização híbrida plug-in possa ficar em risco. Contudo, acredito que, com planeamento e utilização consciente, estes veículos ainda têm muito a oferecer em eficiência, poupança e conforto

De facto, se um PHEV pode ser extremamente eficiente e financeiramente vantajoso, só revela o seu verdadeiro potencial quando o conduzimos com consciência e método.

A vontade de escrever sobre este tema começou a surgir quando me pediram que testasse o Volvo XC60 PHEV. Juntei então tudo o que aprendi e sintetizei nalguns ensinamentos práticos para quem está agora a entrar no mundo da condução de um veículo híbrido plug-in.

Escolher o modo certo logo ao arrancar evita desperdiçar bateria

Muitos PHEV arrancam sempre em modo elétrico, mas isso não traz qualquer vantagem se vamos entrar logo de seguida numa auto-estrada.

Hoje, assim que ligo o carro, mudo para o modo híbrido ainda antes de arrancar. O sistema gere a bateria com calma e só a utiliza quando faz sentido. Resultado: a autonomia elétrica de um híbrido plug-in dura muito mais.

Aproveitar descidas e travagens dá quilómetros extra sem esforço

A regeneração pode soar tecnicamente complexa, mas é simples: sempre que levantamos o pé ou travamos, o carro recupera energia.

Se anteciparmos o trânsito, curvas ou cruzamentos, evitamos travagens bruscas e ganhamos autonomia elétrica sem precisar de carregar.

Quem faz viagens longas percebe isto rapidamente e passa a tirar partido de trajetos com vários tipos de relevo.

Não confiar cegamente na autonomia anunciada evita frustrações

Os valores oficiais são medidos em condições ideais.

Em estrada, sobretudo a velocidades elevadas, a autonomia elétrica desce rapidamente.

O melhor é assumir desde o início que a autonomia real de um automóvel híbrido plug-in será menor e adaptar a condução a esse facto.

Mesmo assim, saber dosear a pressão sobre o acelerador continua a ser o truque mais eficaz para poupar energia e reduzir consumos.

Utilizar a função de reserva de energia pode ser útil

A condução elétrica rende muito mais dentro das cidades do que em auto-estrada.

Os híbridos plug-in que conheço deixam escolher um mínimo de bateria que o carro não pode gastar. Eu uso sempre esta função quando sei que vou atravessar zonas urbanas ou períodos de maior trânsito.

Se reservar, por exemplo, 30% de bateria, chego ao destino com margem e posso circular mais silencioso e suave. Nunca precisei em Portugal, mas em Espanha permitiu-me aceder com mais tranquilidade a zonas de emissões zero.

Planear onde carregar evita perdas de tempo e stress desnecessário

Este é talvez o ponto mais subestimado pela maioria dos condutores que conheço e, sobretudo, por aqueles que estão a descobrir a condução de um carro elétrico.

A maior parte dos PHEV só carrega em corrente alternada e a potências baixas. Por isso, é essencial saber onde se encontram os carregadores de corrente alternada mais fiáveis (AC) e que tipo de ficha de carregamento o carro dispõe.

Isto é essencial para perceber se vale a pena parar para carregar e onde deve fazê-lo.

Por isso não vale a pena procurar carregadores rápidos. A limitação está no carregador interno do carro, não na potência disponível do posto.

Há, contudo, excepções: sei que alguns modelos com motor híbrido plug-in do grupo VW já aceitam carregamento rápido em tomada Combo. Isso dá mais liberdade e pode poupar tempo em viagens longas.

No meu planeamento, olho sempre para três coisas: o percurso, o tempo total da viagem e onde posso parar naturalmente. Se houver um carregador compatível nessas paragens e for vantajoso fazê-lo… melhor ainda!

Em análise no Radar: Volvo XC60 T6 AWD Híbrido Plug-in

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