Semicondutores: o sistema nervoso dos automóveis modernos

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Os automóveis modernos são verdadeiros computadores sobre rodas. Milhares de semicondutores, vulgarmente conhecidos por ‘chips’, controlam cada função, desde a ignição do motor até à travagem automática.

Estes pequenos componentes eletrónicos são o “sistema nervoso do automóvel moderno”. Mas onde estão presentes estes componentes essenciais para o seu desempenho, segurança e conforto?

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Praticamente todos os sistemas de um carro dependem de chips:

  • No Motor e na Transmissão regulam injeção, ignição, travagem regenerativa e gestão térmica;
  • Na Segurança Ativa e Passiva controlam ABS, ESP, airbags e assistentes de condução;
  • No Conforto e no infotainment gerem a abertura/fecho de vidros, regulam bancos elétricos, controlam a climatização e asseguram a conectividade;
  • Na Mobilidade elétrica monitorizam o estado das baterias, o funcionamento dos inversores e o desempenho dos módulos de energia.

grafico semicondutores automóveis chipsUm automóvel a combustão pode conter cerca de 1.200 semicondutores. Um híbrido plug-in 2.200 ‘chips’ e um elétrico mais de 3.000.

Como um único chip pode parar a produção

A indústria automóvel opera com cadeias de abastecimento altamente sincronizadas (“just-in-time”). Se faltar um único ‘chip’, o módulo correspondente (motor, travagem, airbag, etc.) não pode ser montado nem testado, interrompendo assim toda a linha de produção.

Durante a crise global dos semicondutores (2020–2022), esta dependência tornou-se evidente:

  • Fábricas de diversos construtores automóveis foram obrigados a interromper a produção;
  • Milhares de veículos ficaram incompletos e acumularam-se em armazéns ou parques à espera de componentes em falta.

grafico produção automovel 2021 semicondutores automóveisA produção global de automóveis recuou 20% a 30%, consoante a zona económica.

Impacto dos semicondutores no desempenho e na segurança

Os semicondutores automóveis influenciam diretamente o desempenho mecânico e a segurança eletrónica:

  • No Desempenho controlam a potência, o consumo e a resposta do motor. Sem chips, o carro pode falhar ou não arrancar;
  • Na Segurança, os sistemas como airbags e travagem autónoma dependem de sensores e processadores. Uma falha pode comprometer vidas;
  • Na Eficiência, desde o conforto térmico até à conectividade, a eletrónica assegura uma condução mais segura, limpa e inteligente.

Por tudo isto, os semicondutores deixaram de ser apenas peças técnicas, para passarem a ser a espinha dorsal da mobilidade moderna.

Esta crescente dependência de chips demonstra que o futuro do automóvel está tão ligado à mecânica quanto à tecnologia digital, à conectividade, à eficiência energética e à interação com o meio ambiente. Todos estes aspetos, da condução à segurança, dependem diretamente da presença e do bom funcionamento destes componentes eletrónicos.

Por isso, é essencial que qualquer setor industrial assegure cadeias de fornecimento robustas e diversificadas, capazes de resistir a ruturas e escassez. Esta resiliência é hoje um fator crítico para a estabilidade da indústria automóvel e para o avanço sustentável da transição energética nos transportes.

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