Violeta Ferraz tem 32 anos e vive num permanente malabarismo entre a vida profissional e a maternidade de dois rapazes irrequietos.
Começou a carreira como jornalista, profissão que lhe deu o gosto pela observação atenta do detalhe e pela escrita directa. Hoje é copywriter e sócia de uma agência de publicidade, onde a sua capacidade de transformar ideias em palavras se mantém como a sua maior marca.
O dia começa cedo: os gémeos viajam em cadeirinhas, um de cada lado no banco de trás, para evitar pequenas guerras matinais. Depois de os deixar no colégio, mergulha no trânsito urbano a caminho do centro da cidade. Como muitas vezes não tem hora certa para sair do trabalho, é o avô dos miúdos que assume a missão de os ir buscar.
O automóvel, para ela, é muito mais do que um meio de transporte: tem de ser prático, confortável e de condução fácil.
Não pode dar dores de cabeça. Afinal, quando conduz, é comum deixar-se embrenhar nos próprios pensamentos, como se a estrada fosse também um território criativo. Não por acaso, guarda sempre um pequeno gravador digital no carro: é ao volante, muitas vezes sozinha e com a música que escolhe, que surgem as melhores ideias para campanhas, títulos ou até soluções de problemas.
Para mim, o automóvel é quase um companheiro de brainstorming: é no trânsito, entre músicas e sem interrupções, que as melhores ideias me aparecem.
A maior dor de cabeça? O estacionamento no centro da cidade. Por isso, aprendeu a ser pragmática: quando sabe que não vai precisar do carro durante o dia, deixa-o no parque de uma estação de metro e segue viagem de transportes públicos.
Com o cabelo longo e encaracolado que insiste em manter-se rebelde, tem um estilo de vida activo e uma personalidade vibrante. A sua escrita é divertida, criativa e sem rodeios, exactamente como a forma como avalia um automóvel: pela utilidade no quotidiano, pela facilidade em acompanhar o ritmo da sua vida, e pelo prazer que lhe dá quando consegue, por uns minutos, estar apenas ela, a estrada e a música que escolheu.




